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CHAMADO – 2020 com gás total!

Entrevista com Welder Sant, o baixista da banda Chamado.

Chamado é uma banda de Rock/Metal da cidade de Guarulhos (SP). Durante sua trajetória, a banda passou por diversas formações até a atual, constituída hoje por Rafael Allison (Vocais), Vitor Silva (Guitarra), Welder Sant (Baixo) e Wil Santos (Bateria). O quarteto foi responsável pela gravação do EP Aurora – primeiro trabalho de estúdio da banda – lançado no primeiro trimestre de 2020. Seu estilo reúne elementos do Heavy-Metal, Rock Progressivo, Trash Metal e letras com temática cristã. Atualmente a banda está em processo de gravação do seu segundo trabalho de estúdio, com lançamento previsto para o último trimestre de 2020.

Convidamos o baixista da banda, Welder Sant, para conversar um pouco conosco sobre o atual momento da banda e sobre o Projeto rock Pela Vida. Confira!

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1) A banda Chamado tem uma trajetória longa, mas passou um período de hiato. Welder, o que o motivou a retomar as atividades da banda?

Welder: Bom, realmente a banda tem uma longa jornada até aqui mas, analisando tudo que fizemos em anos anteriores, chego a conclusão que só tivemos algo de concreto mesmo nesses 2 últimos anos. Pois foi nesse período que a banda se consolidou firmemente em sua formação e definiu as diretrizes que seguiria a diante. Se analisarmos a história de bandas do mundo todo, a maioria inicia seu “histórico” a partir do lançamento de seu primeiro trabalho. Então posso dizer que a Banda Chamado mostrou para o que veio a partir do recente lançamento do EP Aurora (Abril de 2020). Até chegamos aqui, tivemos muitos altos e baixos (como qualquer banda) e ao longo dos anos as coisas foram tomando seu devido lugar. Aprendemos com os erros e os acertos nos deram um “gás” para seguir. Muita gente bacana já passou pela banda, o que nos ajudou a ser o quem somos hoje e os “hiatos” que ocorreram foram primordiais para alcançarmos os objetivos que almejamos. Hoje temos um “time” disposto a “fazer acontecer”, um elenco uníssono que vem trabalhando muito para conseguir gerar os conteúdos que dia a dia demonstramos em nossas redes sociais.

2) Como encontrou o Vitor (Guitarra) e o Rafael (Vocal) e como foi o processo de integração de ambos na banda?

Welder: Bom, o Vítor eu conheci pelo whatsapp em um grupo de músicos católicos daqui da nossa cidade e foi bem curiosa nossa aproximação. Eu havia feito uma lista de bandas cristãs ativas em nosso município e dentre elas estava a Chamado. Ele questionou a existência da banda, pois ele frequentava os shows que fazíamos anos atrás e de certa forma ficou surpreso em saber que a banda ainda existia (risos). Conversando com ele no privado, descobri que era guitarrista e tinha um gosto musical muito alinhado com o meu e a partir daí o convidei para fazermos um teste. Ele topou, entrou na banda e desde então as composições não param. A entrada do Vitor, foi um divisor de águas para a banda e veio *a* agregar muito ao novo elenco. Já o Rafael, este entrou meses antes na banda através de um contato que fiz com o Leandro Caçoilo. Após a saída do Beto (que atualmente está na Testemunha) fui à procura de um novo vocalista para ocupar o cargo e em uma conversa com o Caçoilo, ele indicou um dos seus alunos mais antigos no curso de técnica vocal que ministra. Marcamos um teste e desde então o Rafa está conosco desenvolvendo um excelente trabalho dentro da banda.

3) Vocês lançaram recentemente o EP AURORA (2020). Como foi o processo de gravação do EP? Quem ficou a cargo da produção?

Welder: A gravação do disco foi 90% realizada no home studio do Vitor. Somente os vocais da música “Chamado” foram gravados em um outro local para ter menor interferência de ruídos externos, embora também tenham sido registrados com nosso “estúdio portátil” (rs). A produção e novos arranjos das músicas ficaram a cargo do Vitor Silva.

4) Porque tomaram a decisão de lançar um EP com das músicas antigas com uma nova roupagem?

Welder: O primeiro motivo se refere a registrar ‘oficialmente’ as músicas da fase inicial da banda (por isso o nome “Aurora”) e que foram muito importantes para nossa história, mas que, com o lançamento do novo disco que estamos gravando, acabariam nunca sendo lançadas devido à diferença de composição (letras e arranjos) que elas têm em relação às músicas novas. Ou seja, provavelmente se não fosse agora, nunca seriam gravadas. O segundo motivo é que, devido a vários problemas que estamos enfrentando atualmente relacionados ao Covid-19 e ao isolamento social, o disco está atrasando em relação à data que estávamos prevendo lançá-lo. Tendo isso em vista, foi importante lançarmos este EP para “acalmar” um pouco a expectativa que alguns tinham em relação a um trabalho de estúdio da banda.

5) Um dos destaques do EP é o cover de “Working Man” (Eterna – Papyrus 1999). Porque decidiram por esta música? E conte sobre a participação de Douglas Codonho (Eterna).

Welder: O Eterna marcou nossa adolescência e a ‘Working man’ foi escolhida por ser um “hino” da banda, e com isso a receptividade em relação à sua gravação com certeza seria muito boa! Aproveitamos também para dar “nossa cara” aos seus arranjos e riffs, deixando-a mais pesada e com o teclado mais ‘presente’ na mix! Quanto a trabalhar com Codonho foi algo extraordinário, considerando que o Papyrus marcou nossas vidas e, por isso, Douglas é um dos nossos grandes ídolos! Ouvir cada nota das partes que ele compôs foi algo sensacional e emocionante. O Vitor, durante a mixagem, fez uma versão que não tinha guitarra, somente bateria, baixo e teclados, para que pudéssemos apreciar cada um dos arranjos maravilhosos que ele fez. Uma aula de timbres e criatividade! 

“O Eterna marcou nossa adolescência e a ‘Working Man’ foi escolhida por ser um “hino” da banda (…) trabalhar com Douglas Codonho foi algo extraordinário, considerando que o Papyrus marcou nossas vidas e, por isso, Douglas é um dos nossos grandes ídolos!”

Welder Sant


6) Vocês estão finalizando a gravação do primeiro álbum oficial da banda. O que podemos esperar de diferente do EP neste álbum?

Welder: O novo álbum contará com 10 faixas e terá como diferenças básicas em relação ao Autora a sonoridade e as letras. A sonoridade flerta com o metal mais moderno, afinações mais baixas e riffs dropados, enquanto as letras terão uma diferença natural causada pela mudança dos compositores, dado que duas das músicas do EP (“Foi por nós” e “Só agora”) são composições do primeiro guitarrista da banda Renato Souza, enquanto o novo álbum tem letras de todos os integrantes da banda, com temáticas diversificadas e mais embasadas em citações bíblicas.

7) Conte-nos como está sendo o processo de gravação do disco, produção e se já tem data de lançamento.

Welder: Bom, esse disco já é um caso bem antigo na banda (risos). Estamos de certa forma trabalhando ele há muito tempo. Bem antes da saída de antigos integrantes, já vínhamos estudando e trabalhando algumas músicas. O processo de gravação deu início oficialmente em 2017, na ocasião não tínhamos guitarrista na banda ainda e o próprio produtor (Pedro Esteves). O Pedro iniciou o processo de composição e gravações de guia a partir de algumas idéias que eu dei na época.Iniciamos de forma bem tímida esse processo. Lembro-me que ia ao estúdio todos os dias da semana após o meu expediente no trabalho para trabalhar às músicas com o Pedro. Mas um pouco depois do início desse processo o Vítor entra na banda e tudo mudou. Com a sua chegada, iniciamos novamente do zero as composições dos arranjos e finalizamos as letras. Com a banda definida, gravamos a pré produção e ainda no ano passado, iniciamos as gravações oficiais em estúdio. Até o momento desta entrevista, temos gravados: Bateria, baixo e guitarras base. Nosso planejamento inicial era lançar ainda esse ano esse trabalho mas tudo depende de como serão as coisas daqui pra frente pois devido a pandemia, esse processo está em stand by.

8) A banda Chamado é uma das bandas que faz parte do Projeto Rock Pela Vida. Conte como vocês chegaram até o projeto?

Welder: Iniciamos nossa participação no RPV um pouco depois que o movimento se consolidou. Na época a banda ainda não estava completa, estávamos sem batera e guitarrista. Entramos no projeto inicialmente só para servir, ajudar na organização e o que mais fosse necessário. Mas tempos depois conseguimos voltar com força total e nossa primeira apresentação foi no RPV de julho de 2018, no pub G5. De lá pra cá nos apresentamos em 5 edições.

“Entramos no projeto (RPV) inicialmente só para servir, ajudar na organização e o que mais fosse necessário.”

Welder Sant

9) No seu ponto de vista, o que o RPV agrega para a banda e para o movimento do Rock Católico no Brasil?

Welder: No meu ponto de vista o RPV reacendeu a chama do Rock Cristão. Chama essa que estava se apagando e com o surgimento deste projeto, conseguimos enxergar que ainda havia uma certa esperança para o estilo dentro da igreja. Para nós da Chamado o RPV agrega muito, somos gratos por fazer parte. É uma irmandade, todos se ajudam em busca de um mesmo objetivo. Essa união com certeza vem agregando e muito para o movimento no Brasil. A partir do momento que conseguimos estar presentes em várias regiões do país o resultado não pode ser diferente, automaticamente conseguimos mostrar pra que viemos através dos eventos beneficentes que realizamos. O projeto começou pequeno e desde a primeira reunião sabíamos que iríamos crescer muito pois nos apoiamos em três pilares que é: a oração, a caridade e a música, ingredientes imprescindíveis para termos a sustentação necessária para ir além.

10) Vocês da banda Chamado são os organizadores do RPV Guarulhos. Quantas edições já aconteceram e qual foi a ação social do evento encabeçado por vocês? Fale-nos também dos resultados.

Welder: Sim, nos foi lançado o desafio e desde os primeiros passos para a realização dos eventos em nossa cidade tudo vem dando muito certo. Já realizamos 2 edições e a ação social escolhida para os eventos foi a arrecadação de brinquedos. A partir de uma necessidade da pastoral da criança da paróquia onde fui membro durante mais de 20 anos, decidimos optar por brinquedos onde os mesmos foram utilizados em ações de Natal. Já atendemos cerca de 450 crianças nas duas edições. Para esse ano já havíamos nós programado para realizar dois eventos e não apenas um, como havia sido feito até agora. Devido a essa pandemia que assola o mundo, tivemos que adiar os planos. Em breve tudo ficará bem e poderemos voltar aos trabalhos.

11) Muito obrigado Welder por este entrevista, parabéns a todos da Banda Chamado pelo belíssimo trabalho no EP AURORA, aguardamos o lançamento do disco oficial e este espaço fica à disposição para suas considerações finais.

Welder: Eu, em nome de toda a banda que agradeço pela oportunidade de estarmos mostrando um pouco do nossa trajetória aqui neste portal e convido-os para conhecer nosso trabalho. Estamos em todas as plataformas de Streaming, além das redes sociais : YouTube, Facebook, Instagram e Twitter. Pra esse ano teremos muitas novidades e estamos sempre abastecendo nossas redes sociais. Aproveito a oportunidade e convido você que está lendo essa entrevista, a conhecer o projeto Rock Pela Vida e ficar por dentro de tudo que as bandas envolvidas estão fazendo pelo rock cristão e todas as ações de caridade que estamos envolvidos. O engajamento é extremamente importante para que possamos chegar cada vez mais longe e ajudar cada vez mais pessoas.
Deus abençoe a todos e #SintaOChamado.


A Banda CHAMADO também faz parte do Projeto ROCK PELA VIDA sendo ativa e atuante pelo Núcleo de São Paulo.

Por Jason Freitas

Jason Freitas é músico (baixista), foi integrante da renomada banda de Rock Católico ETERNA por 12 anos e hoje é membro-fundador da banda de Hard Rock Católica SANCTI; é professor de música formado pela Escola de Música ARTMED do Distrito Federal e também trabalha no setor de importação de instrumentos musicais na importadora da FENDER no Brasil.