Resenha: Sancti – Sempre

Resenha: Sancti – Sempre

Sancti é uma banda que traz o Hard Rock clássico na veia e o álbum intitulado “Sempre” veio para provar excelência.

Arte por Fernando Olyver

Se você parou tudo que está fazendo para conferir este review, é porque já é fã desses caras ou algo despertou a curiosidade. Se você faz parte deste segundo grupo, não perca tempo e assim que terminar de ler, corre pra curtir o som.

Gravado pela NFRecords, e produzido minuciosamente por Neno Fernando, este trabalho traz anos de experiência dos componentes da banda e também muita expectativa por grande parte do público que vinha ansioso por ouvir. As vozes foram feitas por Leandro Caçoilo, ex Eterna, que ficou nos vocais da banda até o final das produções do disco.

A arte visual ficou por conta do maestoso Fernando Olyver, um nome já conhecido por composições visuais pra lá de deslumbrantes, é dele, inclusive a autoria da arte usada na divulgação do Rock Pela Vida.

Sempre” é daqueles álbuns que você, amante de viagens e de motociclismo, sem dúvida alguma vai querer como playlist na estrada.

O som traz guitarras naquele nível de pegada, linhas de baixo excepcionais, bateras que empolgam o mais adverso dos corações e trazem participações nos teclados de Rafael Agostino e Douglas Codonho de forma magnífica e deixam a chave de ouro pronta para ser emplacada, este ato, fica para uma canção que logo mais citarei.

As composições trazem temas como conversão, motivação, esperança, superação e descritivos de lutas e Graças na caminhada cristã.

O álbum em si já inicia trazendo um gostinho do som que poderá estar vindo, caso você ouça por curiosidade ou mesmo seja um recém convertido ao rock, não se preocupe, você não levará um susto, mas garanto que esta melodia de entrada irá agradar e muito seus ouvidos. E claro, para fazer a alegria de todo mundo, o pré-refrão vem cheio de gás e tenho certeza que a melodia das guitarras irá mexer com seu interior, porque o refrão virá com tudo!
A música? Ah, chama-se Sempre, a mesma que dá nome ao disco.

Reforçando o que eu disse anteriormente sobre playlist de estrada, Liberdade inicia com uma agradabilíssima partida de motor e uma intro digna deste momento, além de complementar o título (sem querer forçar o óbvio), e conjuntamente, uma composição que traz um refrão mais que propício para ser espalhado por onde for.
Destaque para o solo que pode te fazer voltar em loops infinitos.

Em teus olhos é uma canção em particular (para mim, fica no top 2 do disco), com teclados de Douglas Codonho, traz consigo uma letra que irá alcançar, sem dúvida, muitos corações que se identificarão com o que nela está descrito: o processo de conversão por meio da Paixão de Cristo. O poder e verdade que há nisso é de uma força que poucas canções conseguem transmitir. 

É, amigos… a potência aqui, vai além da pressão sonora!

Sobre Além do horizonte
É motivacional que você quer, @?
Talvez você esteja se perguntando, por que usar uma gíria tão jovial num estilo de som tão clássico como esse?

A resposta vem de uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia, que avaliou que 35% dos universitários sofre com depressão ou alguma desordem.

Considerando que esta é a população futura e a maior parte dos nossos jovens estão nas universidades, é mais que válido considerar total apoio e imersão e boas músicas devem invadir este contexto com toda a força que possuem.

Além de toda estrutura musical impecável, a composição é totalmente motivadora, e particularmente vou guardar esta em uma playlist à parte.
Sangue da Rosa complementa perfeitamente esta ideia e leva o título de melhor solo de guitarra do trabalho. Se você dispuser de recursos e fazer um recorte deste solo para ouvir à parte, você fará.

Sonhar me remete á uma nova visão de um filho pródigo, que se reencontra no amor desconhecido e inexplicável que preenche e dá sentido à vida!
Novos Ventos traz uma intro ao violão digna das melhores composições de metal mais melódico, com uma temática de reconstruir a partir de uma visão dos tempos em que vivemos , mas claro, com aquele tom de esperança fazendo total jus ao título escolhido.

Out of control é a cereja do bolo! Cereja, cobertura, recheio ou seja lá o que você prefira como toque final – para fechar com  chave de ouro, a única canção em língua estrangeira do disco é, ao meu ver, a melhor composição do trabalho. Preenchida com gang vocals de Rafael Alisson (Chamado), com um som que você pode ouvir de dentro para fora, como a própria canção já diz: “Feel the power in your veins”!  Nada descreve melhor essa canção do que sua própria frase.

Por fim e não menos importante, Não vai ter fim traz o piano de Rafael Agostino com um conjunto de cordas para abrilhantar e fechar o disco com uma canção incrível, de letra singela e rica de profundidade.

Resumidamente, “Sempre” é um disco de criação e execução impecáveis, com composições belíssimas, participações acertadas no ponto.
Com largo destaque às canções Em teus olhos e Out of control, ao meu ver, as melhores do disco!

Espero de todo coração, que caso você não tenha escutado, busque nas plataformas este trabalho dessa galera monstra!!

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